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Escola São Gabriel, na Matola, exclui África do Sul das homenagens do Dia de África em protesto contra a xenofobia

A Escola Secundária São Gabriel, localizada na Praça da Igreja n.º 1, na cidade da Matola, tomou uma decisão simbólica, mas de forte conteúdo político e pedagógico: retirar a África do Sul da lista de nações a serem homenageadas durante as celebrações anuais do Dia de África. A medida foi oficializada esta semana através de um comunicado assinado pelo director da instituição, Frei Laim-Rafael Monteiro.

De acordo com a nota da direcção, a exclusão é uma resposta direta aos "recentes acontecimentos relacionados com práticas xenófobas contra cidadãos estrangeiros registados na África do Sul". O comunicado, endereçado a toda a comunidade escolar, sublinha que tais atitudes "contrariam os valores de respeito, solidariedade e união entre os povos africanos" que norteiam a celebração naquela unidade de ensino.

A celebração do Dia de África na Escola São Gabriel envolve todas as turmas, cada uma escolhendo um país africano para homenagear, destacando aspectos da sua cultura e história. Com a nova decisão, a turma que já havia selecionado a África do Sul deverá proceder à escolha de um novo país que "melhor represente os princípios que procuramos promover".

A direcção do colégio reforçou, no comunicado, o compromisso da instituição com a promoção de valores como o respeito mútuo, a inclusão e a valorização da diversidade cultural africana. "Contamos com a compreensão e colaboração de todos", escreveu Frei Laim-Rafael Monteiro, sublinhando que o acto, embora simbólico, visa manter a coerência entre o discurso e as práticas pedagógicas da escola.

A decisão da Escola Secundária São Gabriel surge num contexto em que Moçambique, tal como outros países da África Austral, tem acompanhado com preocupação os repetidos episódios de violência xenófoba na África do Sul, que visam frequentemente imigrantes de países vizinhos, incluindo moçambicanos. Ao excluir o país das homenagens, a instituição de ensino pretende enviar um sinal claro de reprovação a essas práticas, ao mesmo tempo que reafirma os ideais de unidade e solidariedade pan-africanas.

A medida já está em vigor e, segundo a direcção da escola, será mantida nos próximos anos, enquanto se aguarda uma mudança de postura por parte das autoridades e da sociedade sul-africana em relação à acolhida de estrangeiros.

Redação: Índico Magazine 

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