Notification texts go here Contact Us Buy Now!

Filipe Nyusi, CEDEAO e Goodluck Jonathan lamentam golpe militar em Guiné-Bissau e exigem restauração imediata da ordem constitucional

Reprodução Índico Magazine.

Os chefes das missões de observação eleitoral da União Africana (UA), da CEDEAO e do Fórum dos Anciãos da África Ocidental emitiram esta quarta-feira uma declaração conjunta fortemente crítica à tentativa de golpe de Estado anunciada pelas forças armadas da Guiné-Bissau, poucas horas após o fecho das urnas nas eleições presidenciais e legislativas de 23 de Novembro.

A declaração, assinada pelo antigo Presidente moçambicano Filipe Jacinto Nyusi (chefe da missão da UA), pelo embaixador Issifu Baba Braimah Kamara (chefe da missão da CEDEAO) e pelo ex-Presidente nigeriano Goodluck Jonathan (em representação do Fórum dos Anciãos), considera o anúncio militar “uma tentativa flagrante de perturbar o processo democrático” num momento em que o escrutínio decorria de forma pacífica e ordenada.

As missões acabavam de se reunir com os dois principais candidatos presidenciais, que reafirmaram publicamente a sua disponibilidade para aceitar a vontade popular expressa nas urnas”, sublinham os signatários, manifestando “profunda preocupação” com a intervenção militar precisamente quando o país aguardava os resultados oficiais.

Entre as medidas mais graves apontadas está a detenção de altos responsáveis eleitorais, incluindo membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Os observadores internacionais exigem a “libertação imediata” de todos os detidos para que o processo eleitoral possa prosseguir até à proclamação final dos resultados.

O documento apela ainda à União Africana e à CEDEAO para “tomarem as medidas necessárias para restaurar a ordem constitucional” e insta o povo guineense a manter a calma, reafirmando o compromisso das três organizações em apoiar a consolidação da democracia no país.

Declaração Conjunta da União Africana; CEDEAO & Fórum dos Anciãos da África Ocidental 

Declaração Conjunta da União Africana; CEDEAO & Fórum dos Anciãos da África Ocidental.

A Guiné-Bissau, que viveu dezenas de golpes e tentativas de golpe desde a independência em 1974, viu as forças armadas anunciar na noite de 25 de Novembro a dissolução das instituições e a tomada do poder, alegando “irregularidades graves” no processo eleitoral, acusações que até ao momento não foram comprovadas nem detalhadas.

A comunidade internacional, liderada por UA e CEDEAO, posiciona-se assim contra qualquer solução extra-constitucional, num momento em que a contagem de votos ainda decorre e os primeiros resultados parciais apontam para uma disputa renhida entre o Presidente cessante Umaro Sissoco Embaló e o principal candidato da oposição, Domingos Simões Pereira.

A situação permanece tensa em Bissau, com forte presença militar nas ruas e comunicações limitadas.

Redação: Índico Magazine 

Enviar um comentário

Cookie Consent
Utilizamos cookies neste site para analisar o tráfego, lembrar as suas preferências e otimizar a sua experiência
Oops!
Parece que há um problema com a sua ligação à internet. Por favor, ligue-se à internet e comece a navegar novamente.
Junte-se ao nosso canal oficial!
Clique aqui para seguir o canal