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| Samaria Tovela, Ministra da Educação e Cultura de Moçambique. |
A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, desmentiu veementemente informações falsas que circulavam nas redes sociais e meios de comunicação, alegando que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) planeava alocar membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS) para supervisionar a realização dos exames finais nacionais. A declaração foi feita através de uma mensagem de voz divulgada pela Rádio Moçambique, em resposta a ameaças de boicote por parte de professores insatisfeitos com o pagamento de horas extraordinárias.
"Essas informações são completamente falsas e infundadas. O Ministério sempre priorizou o diálogo para resolver qualquer diferendo com os professores, especialmente no que toca ao pagamento de horas extras", afirmou Tovela na mensagem, enfatizando o compromisso do Governo em manter canais de comunicação abertos e evitar medidas coercivas.
O desmentido ocorre no mesmo dia em que a Ministra procedeu, na Escola 12 de Outubro, em Marracuene, província de Maputo, ao lançamento oficial dos exames escolares nacionais. O evento marcou simbolicamente o início da 1ª chamada de avaliações nacionais em todo o país, com foco inicial nos exames da 6ª classe. Este ano, um total de 830.244 alunos estão inscritos para estes testes, representando um aumento significativo na participação estudantil. A província da Zambézia lidera com 167.415 candidatos, seguida por Nampula (145.702) e Tete (77.474).
Durante uma entrevista no local do lançamento, Tovela destacou a relevância dos exames como um momento crucial de consolidação do processo de ensino-aprendizagem. "Estamos empenhados em garantir a credibilidade, transparência e inclusão no nosso sistema de avaliação escolar. Estes exames não são apenas uma prova, mas uma oportunidade de medir o progresso e identificar áreas de melhoria", sublinhou a governante.
O arranque dos exames acontece num contexto de desafios no sector educativo, incluindo a melhoria contínua da qualidade de ensino, o fortalecimento da gestão escolar e a resolução de pendências salariais com os docentes. Apesar das tensões recentes, com professores a contestarem atrasos no pagamento de horas extras uma questão que levou a ameaças de greve e a ponderações sobre o envolvimento de forças de segurança em edições anteriores, Tovela apelou ao envolvimento de todos os actores: "Professores, gestores, pais e encarregados de educação devem unir esforços para que o processo decorra com serenidade e disciplina, em respeito ao empenho dos alunos ao longo do ano lectivo".
O Ministério reafirma o seu compromisso com uma educação inclusiva, patriótica e de qualidade, orientada para resultados concretos. Autoridades educativas esperam que os exames prossigam sem incidentes, com medidas de segurança padrão já em vigor, sem recurso a elementos das FDS.