Notification texts go here Contact Us Buy Now!

“Presidente Thisekedi não tem minerais para dar aos EUA”, diz líder do M23, na RDC, país mais pobre do mundo

Tropas do M23. Imagem Al Jazeera.

O líder do movimento rebelde M23, que atua no leste da República Democrática do Congo, declarou que o Presidente Félix Tshisekedi não tem legitimidade para negociar os recursos minerais do país com parceiros internacionais. “O Presidente Tshisekedi não tem minerais para dar à América. Os minerais pertencem a nós, africanos”, afirmou Corneille Nangaa, acrescentando que “nenhum mineral sairá da RDC sem a bênção do M23”.

Líder do M23.

As declarações representam uma escalada no tom do líder rebelde, que também colocou em dúvida a nacionalidade do chefe de Estado congolês, insinuando que Tshisekedi seria detentor de um passaporte belga. A investida verbal ocorre num momento de crescente instabilidade no leste da RDC, onde o M23 intensificou as suas operações militares, consolidando o controlo sobre territórios ricos em cobalto, ouro e coltan, minerais estratégicos para indústrias tecnológicas globais.

Apesar da imensa riqueza em recursos naturais, a República Democrática do Congo é considerada o país mais pobre do mundo, de acordo com o relatório mais recente do Banco Mundial, com base nos indicadores de desenvolvimento humano e rendimento per capita. De acordo com dados de organizações internacionais, mais de 60% da população congolesa vive abaixo do limiar da pobreza, num contexto marcado por décadas de conflitos armados, corrupção e fragilidade institucional.

Ainda de acordo com rankings de pobreza e desenvolvimento, Moçambique surge frequentemente na segunda posição entre os países mais pobres do mundo, refletindo desafios estruturais semelhantes, como elevados níveis de endividamento, desigualdade social e vulnerabilidade a choques climáticos e políticos.

A declaração de Nangaa insere-se num contexto de tensão geopolítica crescente, uma vez que os Estados Unidos têm demonstrado interesse crescente nos recursos minerais estratégicos da região, essenciais para a transição energética e para a indústria de tecnologia. Ao afirmar que Tshisekedi não tem autoridade para ceder esses recursos, o líder rebelde não apenas desafia o governo central, como também sinaliza que o M23 pretende ter uma palavra final sobre o destino da riqueza mineral do país.

Redação: Índico Magazine 

Enviar um comentário

Cookie Consent
Utilizamos cookies neste site para analisar o tráfego, lembrar as suas preferências e otimizar a sua experiência
Oops!
Parece que há um problema com a sua ligação à internet. Por favor, ligue-se à internet e comece a navegar novamente.
Junte-se ao nosso canal oficial!
Clique aqui para seguir o canal