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Governo respeita relatório do Banco Mundial, mas desconhece os critérios que colocam Moçambique como segundo país mais pobre do mundo

Inocêncio Impissa, porta-voz do Conselho de Ministros.

O Governo moçambicano manifestou respeito pelo mais recente relatório do Banco Mundial sobre a economia do país, mas afirmou desconhecer os critérios utilizados pela instituição internacional para classificar Moçambique como o segundo país mais pobre do mundo.

O relatório, divulgado em março de 2026, utiliza a nova linha internacional de pobreza extrema atualizada pelo Banco Mundial em junho de 2025. Esta linha foi revista com base nas novas paridades de poder de compra (PPP) de 2021, elevando o limiar da pobreza extrema de 2,15 dólares por dia (baseado nas PPP de 2017) para 3,00 dólares por pessoa por dia (em dólares internacionais de 2021). 

Segundo o documento, cerca de 81% a 82,2% da população moçambicana vive com menos de três dólares por dia, o que equivale a aproximadamente 200 meticais diários. Esta taxa de pobreza extrema coloca Moçambique na segunda posição global, apenas atrás da República Democrática do Congo, revertendo parte dos progressos registados nas últimas décadas e destacando níveis elevados de desigualdade (com um coeficiente de Gini em torno de 50).

Na conferência de imprensa que se seguiu à sessão do Conselho de Ministros, o porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, transmitiu a posição oficial do Governo. “O Governo respeita o relatório do Banco Mundial”, afirmou Impissa, sublinhando, no entanto, que “desconhece os critérios utilizados” para chegar a esta classificação.

Impissa explicou que os indicadores empregados pela instituição de Bretton Woods, incluindo a nova linha de pobreza de 3 dólares por dia em paridade de poder de compra de 2021, diferem dos instrumentos nacionais de medição da pobreza utilizados em Moçambique (como a linha nacional de pobreza, fixada em cerca de 43,7 meticais por dia). “Vamos analisar o relatório em pormenor, à luz dos nossos próprios dados e metodologias, antes de nos pronunciarmos de forma mais aprofundada”, acrescentou o porta-voz.

A atualização dos critérios pelo Banco Mundial em 2025 visa refletir de forma mais precisa os custos de vida reais nos países mais pobres, resultando num aumento global das estimativas de pobreza extrema. No caso de Moçambique, o relatório pinta um quadro desafiador, agravado por choques como desastres climáticos, instabilidade e pressões fiscais.

O Executivo tem vindo a implementar medidas no âmbito do Plano de Recuperação e Crescimento Económico, com enfoque na estabilização macroeconómica, atração de investimento e apoio às populações mais vulneráveis.

Impissa reiterou o compromisso do Governo em continuar a trabalhar para reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento inclusivo, apelando à colaboração de todos os parceiros nacionais e internacionais.

A posição do Conselho de Ministros será ulteriormente detalhada após a análise interna do relatório completo do Banco Mundial. 

Redação: Índico Magazine 

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