Notification texts go here Contact Us Buy Now!

Venâncio Mondlane acusa Angola de violar acordos internacionais e critica João Lourenço


O político moçambicano Venâncio Mondlane fez duras críticas ao governo angolano, acusando-o de atuar de forma arbitrária e violar tratados internacionais. A declaração surge após sua entrada em Angola ser recusada, junto com outras figuras políticas internacionais, incluindo o ex-presidente do Botswana, Ian Khama, e o ex-presidente da Colômbia, Andrés Pastrana.

"Angola provou ser um regime ditatorial"
Em um pronunciamento feito em suas redes sociais, Mondlane afirmou que a recusa de entrada foi feita sem justificativa formal, violando os acordos da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) e da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que garantem mobilidade e livre circulação entre os países-membros.

"Angola provou que está sob um regime ditatorial. A recusa de entrada sem qualquer explicação é um desrespeito às normas internacionais e à Constituição do próprio país", declarou Mondlane.

O político ainda reforçou que a decisão compromete as relações diplomáticas entre os países africanos, especialmente dentro da SADC e da UA (União Africana).

Duras críticas ao presidente João Lourenço

Mondlane também criticou a postura do presidente angolano João Lourenço, que recentemente assumiu a presidência rotativa da União Africana. Segundo ele, a falta de diálogo dentro do próprio país compromete sua capacidade de intermediar conflitos em outros territórios africanos, como na República Democrática do Congo.

"Como João Lourenço pode falar em união na União Africana, se ele próprio promove a desunião e a repressão dentro de Angola?", questionou.

O secretário-geral da UNITA, Álvaro Daniel, também expressou indignação com a situação, afirmando que os contatos com as autoridades angolanas foram feitos com antecedência, e que não havia razões aparentes para a recusa de entrada dos convidados internacionais.

Angola violou suas próprias leis?

Segundo a legislação angolana, a recusa de entrada de estrangeiros deve ser fundamentada e informada ao passageiro no momento da decisão. Além disso, deve ser garantido o retorno ao país de origem ou ponto de embarque, o que, segundo Mondlane, não ocorreu.

Diante da situação, o político moçambicano defendeu que o governo angolano seja processado por suas ações, reforçando que o episódio demonstra a supremacia dos interesses do partido governista MPLA sobre a Constituição de Angola.

Redação: Índico Magazine || Fonte: DW Português|| Siga o canal 🌐 Índico Magazine 🗞️📰🇲🇿 no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VafrN6E8aKvAYGh38O2p

Enviar um comentário

Cookie Consent
Utilizamos cookies neste site para analisar o tráfego, lembrar as suas preferências e otimizar a sua experiência
Oops!
Parece que há um problema com a sua ligação à internet. Por favor, ligue-se à internet e comece a navegar novamente.
Junte-se ao nosso canal oficial!
Clique aqui para seguir o canal