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Europa recorre à Nigéria para combustível de aviação e contorna bloqueio no Estreito de Ormuz

Refinaria de Dangote, na Nigéria.

Com preços do querosene a disparar e rotas do Médio Oriente ameaçadas, a refinaria de Dangote emerge como peça central na nova geopolítica energética global
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Num contexto de crescente instabilidade geopolítica, a Europa está a reconfigurar as suas cadeias de abastecimento energético, virando-se para a Nigéria como um fornecedor essencial de combustível de aviação. A mudança ocorre num momento em que as tensões entre os Estados Unidos/Israel e o Irão ameaçam a segurança das rotas tradicionais do Médio Oriente, em particular após o bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerão, em resposta aos ataques realizados pelos EUA em coordenação com Israel a 28 de fevereiro, que tiraram a vida do Líder Supremo iraniano Ali Khamenei e sua família, forçando os mercados europeus a procurarem alternativas viáveis para evitar uma crise no sector da aviação.

A mais recente demonstração desta nova dinâmica comercial foi um envio de combustível proveniente da refinaria Dangote, o gigante industrial localizado em Lagos, com destino ao Reino Unido. Especialistas apontam que este movimento não é um caso isolado, mas sim o prenúncio de uma tendência estrutural: a África Ocidental a posicionar-se como um centro logístico crucial para o abastecimento do Velho Continente.

O impacto nos preços tem sido significativo. O querosene de aviação (jet fuel) viu o seu valor quase duplicar nos mercados europeus, acendendo um alerta vermelho para as companhias aéreas e gerando receios de um efeito dominó que poderá encarecer as passagens e afetar o turismo e o comércio. A dependência das rotas do Golfo Pérsico, historicamente estáveis, revelou-se frágil face às recentes escaladas militares e às sanções impostas ao Irão.

Analistas do sector energético sublinham que a refinaria Dangote, uma das maiores do mundo, está a transformar a Nigéria, até há pouco tempo um país paradoxalmente dependente da importação de derivados, num exportador de peso. Para a Europa, a proximidade geográfica da África Ocidental, aliada à capacidade de processamento da refinaria, oferece uma alternativa logística e financeiramente mais viável em comparação com as longas rotas asiáticas ou as voláteis rotas do Médio Oriente.

À medida que o inverno se aproxima no hemisfério norte e a pressão sobre os sistemas energéticos se intensifica, espera-se que a procura europeia por combustíveis refinados na África subsaariana continue a crescer, consolidando o papel do continente como pilar fundamental na geopolítica da energia.

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